Metodologia Geral

Período de estudo

Os trabalhos de campo decorreram ao longo de um ciclo anual, desde janeiro até dezembro de 2011, de forma a abranger um ciclo anual completo.

Área de estudo

A região abrangida pelo Atlas engloba a faixa costeira entre Tróia e Sagres, estendendo-se pelo litoral sul até ao Burgau. Para a generalidade dos grupos optou-se por fazer amostragens em quadrículas. Para tal, partiu-se da grelha de 10x10 km de projeção geográfica UTM (Universal Transverse Mercator), já utilizada em vários atlas, nomeadamente no Atlas dos Anfíbios e Répteis de Portugal e no Atlas das Aves nidificantes em Portugal, como sistema cartográfico. Cada uma destas quadrículas foi dividida em quatro quadrículas, obtendo-se uma unidade de amostragem mais fina: 5x5 km. Esta grelha foi sobreposta a um polígono com uma faixa de 5 km para o interior a partir da linha de costa, selecionando-se para este atlas apenas as quadrículas que intercetavam a faixa considerada. Deste procedimento resultaram para amostragem 85 quadrículas de 5x5 km.

Metodologia de campo

Das 85 quadrículas definidas inicialmente, selecionaram-se 52 para realizar amostragens sistemáticas. Esta seleção foi feita com base na quantidade de área terrestre localizada na faixa litoral designada como área de estudo, existente em cada quadrícula. Assim, foram consideradas para amostragem sistemática quadrículas com uma proporção de área coberta por mar inferior a 50% e quadrículas em que a proporção de área terrestre localizada até 5 km da linha de costa fosse superior a 50%. As amostragens sistemáticas foram realizadas em todas as épocas do ano, de acordo com a metodologia específica de cada grupo. Para além destas quadrículas, todas as restantes foram visitadas, de forma a recolher dados suplementares.

Informação complementar

Adicionalmente foi feita uma pesquisa exaustiva de bibliografia relativa à ocorrência das diferentes espécies de fauna na área do Atlas. Para o efeito foi consultada a bibliografia mais atual existente para cada grupo de fauna. No caso das aves (em que o número de observações publicadas é bastante superior), a recolha de dados para o presente Atlas restringiu-se ao período compreendido entre dezembro de 2010 e março de 2012. Foram ainda realizados inquéritos às entidades gestoras de todas as zonas de caça (associativas, municipais e turísticas) existentes na área coberta pelo Atlas. Estes inquéritos questionavam a existência de um grupo selecionado de espécies (de anfíbios, répteis, aves e mamíferos) noturnas ou de muito difícil deteção, mas que com alguma frequência podem ser vistas no decorrer das atividades de gestão cinegética.

Análise de dados

Os dados de cada espécie, obtidos durante as saídas de campo, foram representados em mapas de quadrículas 5x5km (ver exceções na metodologia de cada grupo). Sempre que os dados sistemáticos permitiram, foram calculadas abundâncias, representadas por cores diferentes em cada quadrícula. As observações suplementares, de inquérito ou bibliográficas foram igualmente incluídas. Para cada grupo faunístico foi calculada a diversidade por quadrícula e o número de espécies ameaçadas por quadrícula, representando-se em mapas ambos os valores.

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