Património Cultural de Santiago do Cacém

Alto relevo representando Santiago combatendo os mouros, provavelmente da autoria de Telo Carcia, datado da 1ª metade do séc. XIV, é considerado uma das principais obras do gótico português (Igreja Matriz de Santiago do Cacém).

O Concelho de Santiago do Cacém estende-se por 1.059,77 km2 e de acordo com o Censo de 2011 do Instituto Nacional de Estatística (INE) possui 29.749 habitantes. Ocupa um vasto território, que vai desde a faixa litoral atlântica até ao interior alentejano. O município apresenta importante riqueza paisagística e natural, associada a uma não menos rica herança histórico-patrimonial, arqueológica, etnográfica e gastronómica.

Ao longo dos séculos várias personalidades de relevo cultural aqui nasceram ou residiram, destacando-se, entre outros, o escritor neorrealista Manuel da Fonseca, o guitarrista António Chainho, ou o 4º Conde de Avillez, proprietário do primeiro automóvel que entrou em Portugal, em 1895.

Um pouco por todo o território é possível encontrar património construído e arqueológico. No entanto é no Centro Histórico de Santiago do Cacém, sede concelhia, que se encontram os edifícios mais monumentais e opulentos, contando histórias e lendas de um passado glorioso.

Na sede do concelho pode-se percorrer o Centro Histórico devagar, descobrindo fachadas de palácios e palacetes, o portal manuelino da Misericórdia, uma torre do século XVII, e outras pequenas maravilhas, enquanto se sobe até chegar ao castelo medieval. No topo do cerro do Castelo, o “Cerromaior” de Manuel da Fonseca, pode-se também visitar a Igreja Matriz do século XIII, reconstruida após o Terramoto de 1755, e a Tapada dos Condes de Avillez, antigo parque romântico nas traseiras do palácio da mesma família.

O Museu Municipal, com as suas coleções dedicadas à etnografia, encontra-se na zona baixa da cidade de Santiago do Cacém, instalado na antiga cadeia comarcã, frente ao jardim municipal. Com a mesma temática, é possível visitar o Museu do Trabalho Rural, na aldeia de Abela, dedicado à sociedade e às vivências do mundo rural, que expõe uma rica coleção de alfaias agrícolas, e o seu “parceiro”, o Museu da Farinha, na aldeia de S. Domingos, instalado numa moagem dos anos 20 do século passado, que explica como funcionava esta antiga unidade fabril.

O sitio arqueológico de Miro briga, antiga cidade romana, encontra-se a cerca de 1 km da cidade; no caminho surge o moinho municipal da Quintinha, ainda em funcionamento. Ambos merecem ser visitados.

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